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Maranhão – Arredores – Alcântara

Ah, meus queridos, a rotina volta e o tempo livre fica escasso.

Quero compartilhar com vocês minha jornada maranhense, que comecei em São Luís (leia aqui).Assim que der, vou acrescentando e colocando mais coisas…

Ainda, pelos arredores da capial, podemos fazer os passeios clássicos que são:

  • Visitar a cidade de Alcântara
  • Fazer um passeio em Raposa e São José do Ribamar

É nessa hora que percebemos que São Luís fica em uma ilha, e o transporte pode ser bem complicado.

Vamos começar por aí, então.

Visita a Alcântara.

Viajar é aprender. Aprendi algumas coisas para não fazer com a visita em Alcântara.

Para chegar, paga-se 12 reais pra ir de barco pra lá. Fui com alguns amigos do Hostel (Solar das Pedras), e basta ir até o cais e comprar o bilhete. Fique atento ao horário de saída, pois ele varia de acordo com as marés. Lá fica seco e intransitável em alguns horários do dia.

A viagem contou com um pouco de agitação do barco, praticamente bem tolerável em alguns momentos. Achei o “barco” pequeno mais tranquilo que o grande. Mas é mais demorado. O preço é o mesmo.

Chegando lá, saindo do barco, com câmera na mão, abordados por um simpático moço que se ofereceu para nos fotografar. “Pode sim, moço”, fizemos uma pose, rapidamente ele devolveu a câmera, já ofertando o peixe: ”Meu nome é Carlos Magno, sou guia turístico de Alcântara. Estão interessados?”.

A foto que o guia Carlos Magno tirou
A foto que o guia Carlos Magno tirou

Alcântara, cidade histórica, importante ter uma noção do espaço, achei que valia a pena. Minha colega Luiza topou também, o casal que estava conosco logo escapou. Entramos Luiza e eu em uma van, que já estava cheia com um pessoal brasileiro. Três minutos depois, a van nos despejou no ponto de início do tour, o Museu Aeroespacial de Alcântara, no centro da vila.

Pausa. Neste momento, nosso guia ficou do lado de fora, nos aguardando. Assim como no ponto seguinte, a Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos – minha favorita! – quem deu um show na explicação foi o seu Benedito. E no final ainda deu uma demonstração de tambor de crioula nos tambores da igreja.

Inclusive, vale uma visita no município nos festejos de São Benedito na lua cheia de Agosto, quando se toca Tambor de Crioula.

O guia é horrível. Não vou descrever detalhadamente como ele era ruim. Mas confie em mim, ele é péssimo. Acho que foi o mesmo da Sílvia, do Matraqueando . Só não tivemos a mesma inventividade de fugir do restaurante que ele nos indicou, que nos ofereceu um peixe grelhado (seco e duro), e atendimento muito ruim. O único ponto bom foi o arroz de cuxá, que estava gostoso. Mas parece que o restaurante mais famoso de lá é o Restaurante Cantaria.

Para encerrar o assunto de guia, deixo aqui a dica da colega Nívea do Destino de Viagem e do Pedro do Sem Destino – guia Danilo de Alcantara, guia naturalista, que é dono da pousada Bela Vista.

Vamos prosseguir o passeio:

Casa do Divino – “Museu” que abriga elementos da festa do divino: mesas, altares, roupas usados nas comemorações. Funcionária bem simpática para explicar tudo.

A Igreja Nossa Senhora do Carmo – a igreja dos brancos, cheia de ouro por dentro. Ao lado dela havia um convento das Carmelitas, o que se vê hoje são somente ruínas.

03 Igreja de São Matias – Aquela ruína clássica das fotos de propaganda de Alcântara. Essa igreja nunca foi acabada. Logo à frente, o único pelourinho original preservado do país. Tivemos que passar bem rápido aí, mas também na mesma área tem o lugar onde era o presídio local, que hoje é a prefeitura. o.O. Mas faz sentido, né gente?

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Igreja de São Matias, à direita a Prefeitura

Ao final do passeio, correndo para pegar o último barco de volta, tivemos tempo para comprar e experimentar o famoso Doce de Espécie, típico do local, feito com coco. Gostoso, mas nada de mais. Na mesma lojinha onde compramos o doce de Espécie também vendiam Dramin a R$1,00 o comprimido. Boa viagem para nós!

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O reencontro dos viajantes
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