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Chimacum-bah-tche!

Permitam-me, queridos leitores, fazer uma pequena pausa no meu relato maranhense para mencionar algumas pérolas de minha curta passagem por Porto Alegre – RS.

Quem visita a capital do Tchê e do Bah que não se engane, ainda não saia correndo para Gramado! Tem coisa aqui pra ver.
O local tem vários atrativos, vida noturna variada e belas paisagens.

Para os mochileiros, vários Hostels, fiquei no Rock N’Hostel, pois ficava próximo ao evento que ia participar. Está longe de ser o melhor hostel que já fiquei. Digamos que ele se presta ao ato de dormir e conhecer o pessoal. O café da manhã é fraquíssimo, e faltou água no último dia. Quase ficamos sem tomar banho. Ok. Mas não faltou companhia para desbravar essa cidade surpreendente.

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Mercado Público e o Homem Banana, para dar um tapa na cara da sociedade

De lá fui a pé ao Mercado Público, tão criticado por muitos turistas, mas que merece SIM uma visita. Provei a famosa salada de frutas com nata da Banca 40! Cara, é um prazer misturado com culpa… kkkkk A “nata” na verdade é um creme de textura de gordura trans com um adocicado leve que cobre a salada de frutas. As frutas estão lá pra atenuar a gula. Não quero nem saber o que tem dentro dessa nata, só sei que foi delicioso. Pra quem quer levar pra casa, eles tem pra vender separadamente também.

Se você tem simpatia pelo PETA, cuidado ao ler este parágrafo. Também no mercado, reencontrei uma paixão antiga, a Alpargata de Carpincho. Já tinha visto na Argentina, fiquei encantada, mas não comprei. Acho lindo a textura daquele couro tão peculiar, cheio de bolinhas. Gente. Pera. O que é um Carpincho? Acabei de descobrir que carpincho é o nome em espanhol para CAPIVARAAAAA! Fiquei com um pouco de pesar por ter comprado um sapato de capivara. Ainda mais esses bichinhos tão simpáticos que nos surpreendem a cada dia! A criação e caça de capivaras parece ser algo mais comum no sul do Brasil e países adjacentes. Como curiosidade, as bolinhas presentes no couro, segundo os sites especializados, são cicatrizes devido a agressões que umas fazem às outras. Um minuto de silêncio pelas capivaras.

No Mercado você encontrará o clássico Chimarrão, tão presente em todo o Brasil, nomeando todas as churrascarias bem conceituadas do país. Mas vamos à erva, pois de matança animal já falamos um pouco. O Chimarrão é bem diferente do Mate argentino e uruguaio, deixo aqui e aqui um link explicando as diferenças entre a erva em si e o modo de preparo. Nós temos uma erva mais fina (pó) e verde viva, com sabor suave, pois a erva não foi torrada. As cuias são imponentes, predominantemente produzidas com porongo, nossa cabaça.

Aqui no Parque Farroupilha, me achando a diva com minhas alpargatas novas de capivara. #omg!
Aqui no Parque Farroupilha, me achando a diva com minhas alpargatas novas de capivara. #omg!

Se você tem curiosidade de conhecer outros tipos de cuias, com modelitos lindos e maravilhosos, dê uma passada também no Brique da Redenção. Essa é uma feira de artesanato e de antiguidades que ocorre no Parque Farroupilha, mais conhecido como Parque Redenção, fica domingo o dia inteiro funcionando. Tem expositores de cerâmicas, pinturas, lá você comerá pinhão, e comprará da cuia que quiser, com influência Argentina ou Brasileira. Vale a pena conhecer. Obs. Pra quem ficou curioso com a palavra Brique, veja aqui a sua origem.

Dica do Brique – Minha barraquinha preferida foi a do Box 128, do Breno Caldasso. Ele faz artesanato em vidro fundido. Dá vontade de levar tudo.

Ai, meu Deus, Figada!!!!!
Ai, meu Deus, Figada!!!!!

Dica 2 do Brique – GENTEENNN, descobri um doce novo, Figada, que está indo para a posição imediatamente acima da goiabada no ranking de doces bárbaros. Que isso, rapaz!!!??? Bom demais! Tirei uma foto para vocês verem como parece um céu estrelado o doce e as sementinhas do figo e porque não?, pra fazer um merchã pros caras. Comprei por 7 reais.

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Rooibos blendNo setor alimentação, mais precisamente da “telosofia”, visitei a loja El té, que fica escondida em uma galeria chamada 5ª Avenida, Rua Vinte e Quatro de Outubro, 111, Loja 35. Super aconchegante, vende chás da Moncloa, e tem também comidinhas bem especiais para comer com o chá. Tomei lá um London Fog, que foi Earl Grey com leite semidesnatado, delicioso, e experimentei um blend de Rooibos e bolo de fubá.

Tomou chazinho, agora, dormir? Capaz!!!

batA night portoalegrense bomba na região da Cidade Baixa, perambulei com meus amigos do Hostel pelas ruas e becos até encontrar uma boate incrível: O Batemacumba Bar , inspirado na poesia/música de Gilberto Gil e Caetano Veloso. Olha que incrível o concretismo da coisa:

Parece a bandeira do Brasil, né? Teve quem enxergasse também várias outras coisas, deixo os links aqui e aqui para considerações mais profundas.

Pra ouvir:

A atração da noite foi uma banda de Funk chamda Motherfunky. Sem palavras para descrever a emoção de dançar todas aquelas músicas animadas junto com a galera, a energia e o astral dos músicos. Deixo com vocês um pequeno vídeo gravado por essa que lhes escreve.

Obrigada, Porto Alegre! Obrigada, Graci, por me emprestar uma blusa de frio pra ir pro Sul! Obrigada Marcelo e Anna, pela companhia. Obrigada uruguaio, por comprar pinhão pra mim. Obrigada PoA, por existir!!

Porto Alegre não acaba por aí, tem museu Iberê Camargo, tem usina do gasômetro, tem mil coisas… Não tive tempo de conhecer, ficam anotados pro próximo reencontro!

Comer, rezar e dançar em São Luís

Meus queridos colegas de pátria, o Maranhão foi um estado surpreendente para mim. Quero compartilhar um pouquinho e dar algumas dicas para quem se interessou em visitar esse belíssimo lugar.

Aqui começo pela capital do estado: São Luis do Maranhão.

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Ruas do centro histórico enfeitadas para a festa do bumba meu boi – que ocorre em junho.
  • Finalmente, após muita ansiedade e alguma preparação, cheguei a São Luís do Maranhão.
  • O voo foi durante a madrugada, cheguei por volta de 2h20 no aeroporto da capital. O horário inusitado não espantou os vários taxistas que estavam na porta. O preço para chegada no centro histórico é “tabelado”, eles não usam taxímetro. Paguei R$ 48,00, mas ouvi relatos de R$32,00 até mais de R$50,00.
  • Para quem chega durante o dia, tem o ônibus coletivo, que para na Praça Deodoro.
  • Tentei encontrar alguém para dividir o táxi, mas não encontrei nenhum “mochilado” pelo caminho. Destino – Hostel Solar das Pedras. Único hostel do centro histórico, diária R$ 35,00. Lá tem várias pousadas, mas os preços são cerca de R$ 100,00 por dia.
  • Há um outro hostel em São Luis, o Tijuana, com boas avaliações, porém, fica no bairro Renascença I, longe do centro e ainda mais longe do aeroporto/rodoviária.
  • Acho que vale a pena passar um ou dois dias ou até mais em São Luis para conhecer a Vibe da Capital e entender um pouco da cultura local.
  • Pra quem vai direto para Barreirinhas – logo ao chegar no aeroporto:
  • OPÇÃO 1 – Van do aeroporto pra Barreirinhas – custa uns 60 reais. A viagem dura 3h30.
  • OPÇÃO 2 – pegue um táxi até o terminal rodoviário (que fica mais perto do aero do que do centro ) e dali tomar um ônibus da Cisne Branco até Barreirinhas. A passagem custa 45 reais e são 4 opções de horário (6h, 10h30, 14h e 18h). A viagem leva 4h30.

 

  • Sobre o HOSTEL SOLAR DAS PEDRAS (Tel 98 – 3232-6694)
  • Simples, café da manhã com fruta, suco, pão e ovo frito diariamente.
  • Os quartos tem ventilador de teto e várias tomadas.
  • As duchas não tem agua quente, mas acho desnecessário tê-lo pelo calor que faz em São Luis.
  • No dia de ir embora, combinei um transporte com a própria Ellen, mais barato para ir até o aeroporto.
  • Valeu a pena? Sim. Conheci bastante gente bacana, tanto do Brasil como de outros países. Deu pra interagir bem. Digo isso porque tem uns hostel bem parado..heheh. Não foi o caso.
  • OBS: localização – todo mundo fala que o centro histórico é muuuito perigoso, não me pareceu tanto assim na vida real. As ruas ficam um tanto vazias lá pro final da noite – em compensação, muitos barzinhos funcionando até tarde.
  • Principais atrações de São Luis
  • Vários, vários e vários museus no centro histórico.
    • Casa de Nhozinho – não foi o melhor, mas conta com répicas em miniatura de alguns barcos e o trabalho do Nhozinho, um artesão muito especial que elaborou bonecos e os arranjou de maneira criativa.
    • Casa da Festa – Guia Leandro, ótimo, nos conta sobre as várias manifestações e casas de rituais de São Luis e região, Umbanda, Quembanda, Vodoo, Tambor de Mina, Tambor de Índio e uma infinidade de coisas.
    • Casa do Maranhão – uma série de painéis e infográficos sobre a cultura maranhense. Vale a visita. Museu patrocinado pela Vale. Te dá um norte sobre a cultura local. Tem as mais bem selecionadas fantasias do boi e outras festas.
    • Museu de Artes Visuais – R$ 5,00 para entrar, os demais são gratuitos. Não fui. “O museu é interessante, com vários quadros de diversos pintores brasileiros e estrangeiros, fotografias de pessoas que foram importantes na história de São Luís e uma exposição dos azulejos da época muito bonita” dica da Manoela

Outros atrativos:

## IMPERDÍVEL ###

  • Tambor do Mestre Amaral – Please, meu amigo! Visite esse evento, que acontece geralmente às quartas-feiras às 22h/23h próximo ao palácio dos Leões. Lá você verá uma das mais belas danças folclóricas com tambores deste Brasil. Cheia de significado, o Tambor de Crioula é um patrimônio cultural imaterial brasileiro desde 2007. E às vezes fica até o dia seguinte, tem que estar bem animado para encarar a maratona. De lá também dá pra ver a Ponte Sarney São Francisco à noite, que já é um espetáculo à parte.
Tambor do Mestre Amaral.
Tambor do Mestre Amaral.
  • Fonte do Ribeirão – Fica rebaixada no meio do conjunto urbano de casarões. Nas quintas-feiras ocorre o “Samba na Fonte”, que movimenta bem a galera. Além dos clássicos, vc ouvirá também o “samba maranhense”.

    Samba na Fonte
  • Mercado Público – Esse é o verdadeiro mercadão da cidade, próximo a vários locais onde se recebe peixe fresco do cais. Lá você verá frutas típicas, verduras típicas (como o curioso João Gomes e a Vinagreira, usada para fazer o arroz de Cuxá), camarão e peixe seco, uma loja em que se vê a polpa do açaí sendo retirada da semente. E alguém vai te falar sobre a diferença entre Juçara e Açaí. Não espere um mercado público igual ao de São Paulo. Mas fique atento aos detalhes.
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Camarão seco
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Açaí fresco. Depois desse você nem vai conseguir comer direito o nosso açaí adulterado do sudeste. Sensacional.
  • 50 mil lojas de artesanato no centro – ADORO canecas, e lá encontrei as mais variadas formas e cores. Destaque para a loja Luaymar – Cerâmica Esmaltada, do carioca Martins, que tem modelos super exclusivos e únicos, rua da estrela, 175, loja 5, na Galeria Reviver. O preço das canecas dele é um pouco acima da média (custam em torno de 40 reais, as demais podem ir de 17 até 30 reais), mas valem a pena. Tem padrões inspirados nos azulejos da cidade. Troque uma ideia com o Martins, ele te explicará o processo de pintura e preparação das peças em sua cooperativa.
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Luaymar -crédito da Imagem: Martins.

 

  • Igreja da Sé – Bonitona, cheia de ouro por dentro. tem uma parte barroca e outra neoclássica.
  • Teatro Arthur Azevedo – Dizem que é super lindo, mas fique atento aos horários de visita. Não fui pois estava fechado.
  • Palácio dos Leões – Uma parte do palácio destinado ao governador do estado. Reformado, interessante. Observe a vista da janela lateral para o mar, próximo a uma pequena piscina pelo lado de fora. Magnífica. A visita guiada ocorre às 14h e é gratuita.
Vista da janela do Palácio dos Leões
Vista da janela do Palácio dos Leões
  • Mercado das Tulhas – é um pequeno mercado embutido no centro histórico (Reviver), em que os turistas comprarão a Tiquira (cachaça de mandioca com coloração roxa), comerão peixe pedra assado ou frito, camarão com açaí e farinha (recomendadíssimo) e comprar lembrancinhas.
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Peixe-pedra frito(no centro) e ensopado (à esquerda) – refeição no Mercado das Tulhas
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Tiquira. Vai encarar?
  • Restaurante do Senac – Nesse restaurante você tem um buffet livre com direito a sobremesa por 38 reais. O valor compensa, você come as iguarias típicas do maranhão, como arroz de cuxá, vatapá, no dia que eu fui tinha mousse de cupuaçu. Tem um senhor simpático tocando piano para os clientes. Ele até tocou uma palhinha do Odeon, que pedi pelo guardanapo correio. Hehehehe. O atendimento não é 100%, mesmo porque se trata de aprendizes, mas todos tem bastante boa vontade, e no final você recebe um papelzinho pedindo sugestões.
    Restaurante do Senac
    Restaurante do Senac

     

  • Aqui listei alguns dos motivos para passar um tempo na gloriosa capital Franco-Luso-Africana do Maranhão.
  • Seja bem-vindo!