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Comer, rezar e dançar em São Luís

Meus queridos colegas de pátria, o Maranhão foi um estado surpreendente para mim. Quero compartilhar um pouquinho e dar algumas dicas para quem se interessou em visitar esse belíssimo lugar.

Aqui começo pela capital do estado: São Luis do Maranhão.

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Ruas do centro histórico enfeitadas para a festa do bumba meu boi – que ocorre em junho.
  • Finalmente, após muita ansiedade e alguma preparação, cheguei a São Luís do Maranhão.
  • O voo foi durante a madrugada, cheguei por volta de 2h20 no aeroporto da capital. O horário inusitado não espantou os vários taxistas que estavam na porta. O preço para chegada no centro histórico é “tabelado”, eles não usam taxímetro. Paguei R$ 48,00, mas ouvi relatos de R$32,00 até mais de R$50,00.
  • Para quem chega durante o dia, tem o ônibus coletivo, que para na Praça Deodoro.
  • Tentei encontrar alguém para dividir o táxi, mas não encontrei nenhum “mochilado” pelo caminho. Destino – Hostel Solar das Pedras. Único hostel do centro histórico, diária R$ 35,00. Lá tem várias pousadas, mas os preços são cerca de R$ 100,00 por dia.
  • Há um outro hostel em São Luis, o Tijuana, com boas avaliações, porém, fica no bairro Renascença I, longe do centro e ainda mais longe do aeroporto/rodoviária.
  • Acho que vale a pena passar um ou dois dias ou até mais em São Luis para conhecer a Vibe da Capital e entender um pouco da cultura local.
  • Pra quem vai direto para Barreirinhas – logo ao chegar no aeroporto:
  • OPÇÃO 1 – Van do aeroporto pra Barreirinhas – custa uns 60 reais. A viagem dura 3h30.
  • OPÇÃO 2 – pegue um táxi até o terminal rodoviário (que fica mais perto do aero do que do centro ) e dali tomar um ônibus da Cisne Branco até Barreirinhas. A passagem custa 45 reais e são 4 opções de horário (6h, 10h30, 14h e 18h). A viagem leva 4h30.

 

  • Sobre o HOSTEL SOLAR DAS PEDRAS (Tel 98 – 3232-6694)
  • Simples, café da manhã com fruta, suco, pão e ovo frito diariamente.
  • Os quartos tem ventilador de teto e várias tomadas.
  • As duchas não tem agua quente, mas acho desnecessário tê-lo pelo calor que faz em São Luis.
  • No dia de ir embora, combinei um transporte com a própria Ellen, mais barato para ir até o aeroporto.
  • Valeu a pena? Sim. Conheci bastante gente bacana, tanto do Brasil como de outros países. Deu pra interagir bem. Digo isso porque tem uns hostel bem parado..heheh. Não foi o caso.
  • OBS: localização – todo mundo fala que o centro histórico é muuuito perigoso, não me pareceu tanto assim na vida real. As ruas ficam um tanto vazias lá pro final da noite – em compensação, muitos barzinhos funcionando até tarde.
  • Principais atrações de São Luis
  • Vários, vários e vários museus no centro histórico.
    • Casa de Nhozinho – não foi o melhor, mas conta com répicas em miniatura de alguns barcos e o trabalho do Nhozinho, um artesão muito especial que elaborou bonecos e os arranjou de maneira criativa.
    • Casa da Festa – Guia Leandro, ótimo, nos conta sobre as várias manifestações e casas de rituais de São Luis e região, Umbanda, Quembanda, Vodoo, Tambor de Mina, Tambor de Índio e uma infinidade de coisas.
    • Casa do Maranhão – uma série de painéis e infográficos sobre a cultura maranhense. Vale a visita. Museu patrocinado pela Vale. Te dá um norte sobre a cultura local. Tem as mais bem selecionadas fantasias do boi e outras festas.
    • Museu de Artes Visuais – R$ 5,00 para entrar, os demais são gratuitos. Não fui. “O museu é interessante, com vários quadros de diversos pintores brasileiros e estrangeiros, fotografias de pessoas que foram importantes na história de São Luís e uma exposição dos azulejos da época muito bonita” dica da Manoela

Outros atrativos:

## IMPERDÍVEL ###

  • Tambor do Mestre Amaral – Please, meu amigo! Visite esse evento, que acontece geralmente às quartas-feiras às 22h/23h próximo ao palácio dos Leões. Lá você verá uma das mais belas danças folclóricas com tambores deste Brasil. Cheia de significado, o Tambor de Crioula é um patrimônio cultural imaterial brasileiro desde 2007. E às vezes fica até o dia seguinte, tem que estar bem animado para encarar a maratona. De lá também dá pra ver a Ponte Sarney São Francisco à noite, que já é um espetáculo à parte.
Tambor do Mestre Amaral.
Tambor do Mestre Amaral.
  • Fonte do Ribeirão – Fica rebaixada no meio do conjunto urbano de casarões. Nas quintas-feiras ocorre o “Samba na Fonte”, que movimenta bem a galera. Além dos clássicos, vc ouvirá também o “samba maranhense”.

    Samba na Fonte
  • Mercado Público – Esse é o verdadeiro mercadão da cidade, próximo a vários locais onde se recebe peixe fresco do cais. Lá você verá frutas típicas, verduras típicas (como o curioso João Gomes e a Vinagreira, usada para fazer o arroz de Cuxá), camarão e peixe seco, uma loja em que se vê a polpa do açaí sendo retirada da semente. E alguém vai te falar sobre a diferença entre Juçara e Açaí. Não espere um mercado público igual ao de São Paulo. Mas fique atento aos detalhes.
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Camarão seco
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Açaí fresco. Depois desse você nem vai conseguir comer direito o nosso açaí adulterado do sudeste. Sensacional.
  • 50 mil lojas de artesanato no centro – ADORO canecas, e lá encontrei as mais variadas formas e cores. Destaque para a loja Luaymar – Cerâmica Esmaltada, do carioca Martins, que tem modelos super exclusivos e únicos, rua da estrela, 175, loja 5, na Galeria Reviver. O preço das canecas dele é um pouco acima da média (custam em torno de 40 reais, as demais podem ir de 17 até 30 reais), mas valem a pena. Tem padrões inspirados nos azulejos da cidade. Troque uma ideia com o Martins, ele te explicará o processo de pintura e preparação das peças em sua cooperativa.
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Luaymar -crédito da Imagem: Martins.

 

  • Igreja da Sé – Bonitona, cheia de ouro por dentro. tem uma parte barroca e outra neoclássica.
  • Teatro Arthur Azevedo – Dizem que é super lindo, mas fique atento aos horários de visita. Não fui pois estava fechado.
  • Palácio dos Leões – Uma parte do palácio destinado ao governador do estado. Reformado, interessante. Observe a vista da janela lateral para o mar, próximo a uma pequena piscina pelo lado de fora. Magnífica. A visita guiada ocorre às 14h e é gratuita.
Vista da janela do Palácio dos Leões
Vista da janela do Palácio dos Leões
  • Mercado das Tulhas – é um pequeno mercado embutido no centro histórico (Reviver), em que os turistas comprarão a Tiquira (cachaça de mandioca com coloração roxa), comerão peixe pedra assado ou frito, camarão com açaí e farinha (recomendadíssimo) e comprar lembrancinhas.
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Peixe-pedra frito(no centro) e ensopado (à esquerda) – refeição no Mercado das Tulhas
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Tiquira. Vai encarar?
  • Restaurante do Senac – Nesse restaurante você tem um buffet livre com direito a sobremesa por 38 reais. O valor compensa, você come as iguarias típicas do maranhão, como arroz de cuxá, vatapá, no dia que eu fui tinha mousse de cupuaçu. Tem um senhor simpático tocando piano para os clientes. Ele até tocou uma palhinha do Odeon, que pedi pelo guardanapo correio. Hehehehe. O atendimento não é 100%, mesmo porque se trata de aprendizes, mas todos tem bastante boa vontade, e no final você recebe um papelzinho pedindo sugestões.
    Restaurante do Senac
    Restaurante do Senac

     

  • Aqui listei alguns dos motivos para passar um tempo na gloriosa capital Franco-Luso-Africana do Maranhão.
  • Seja bem-vindo!
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Experiências gastronômicas

Uma das coisas que ocupam nosso tempo de maneira mais produtiva é a arte culinária.
Estou bem longe de dominar a parada, mas cada tentativa é um passinho rumo à essa conquista… E hoje em dia, com o advento da internet, nem é tão difícil assim aprender a fazer as coisas.
Estou no fim das férias, e hoje tive que comprar alguma coisa pra renovar o estoque na geladeira. Tudo começou com um vinho velho que estava há 10 dias na geladeira. Fui procurar como dar um fim nele. Achei receita de frango com vinho.
Aí me deu vontade de comer cogumelo. E tabule.
Não sei exatamente como se deu o processo. Só sei que na minha peregrinação de compras vespertina, consegui comprar todos os ingredientes necessários.
Mas acabei preparando shimeji e tabule. O vinho continua lá na geladeira, rs.
Amanhã eu resolvo.

Compartilho com você a receitinha dessas delicinhas:

970380_528037330659530_4533121666212716844_nTABULE*

  • 2 tomates – picadinhos
  • Alface – para por no fundo do prato
  • Hortelã – um galho
  • Salsinha – o pacote todo
  • Trigo para quibe – usei umas 2 xícaras, acho que foi meio muito. Basta colocar água até cobrir quase tudo e esperar. Ele incha e fica macio após uns 30 minutos.
  • 1 cebola picada
  • Sal
  • Azeite
  • Limão

aqui é só misturar a salsinha, tomate, trigo, cebola.

Depois, acrescentar o sal, o limão e o azeite e despejar tudo em cima do prato ou bandeja forrada com alface.

Rendimento – 2 pessoas

*Tabule significa “Condimento” em árabe.

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10351151_528037310659532_5365729665670142736_nSHIMEJI** COM ALHO PORÓ

  • 200g de shimeji preto (comprei uma bandejinha) – ele tem que ser destacado da base, lavado e escorrido.
  • 1 talo de alho-poró
  • 25g de manteiga (coloquei a manteiga sem sal, pois esse prato acaba ficando muito salgado)
  • meio copo americano de molho shoyu (pela quantidade, pode ser até menos)
  • Não tinha saquê, então coloquei meia xícara de álcool. Ui. rs.
  • Tempero com Alho (meia colher)
  • Alho picadinho
  • Salsinha
  • 1/2 colher de sopa de açúcar 
Aquecer uma panela e em seguida colocar a manteiga. Quando tudo derreter, colocar o shimeji, o açúcar, o álcool (era pra ser o saquê) e o tempero. O Shimeji vai começar a cozinhar e soltar água, em menos de cinco minutos você perceberá que ele diminuiu e está macio. Reservar esse caldo que saiu do shimeji e acrescentar o molho shoyu e o alho-poró.
Deixar por 1 minuto em fogo baixo, retirar o produto da panela e botar em um prato. Regar o shimeji e o alho com o caldo reservado e jogar também a salsinha, ou uma cebolinha por cima.
 
Rendimento: 1 pessoa. Não sobrou nadinha.

Inspiração: Aqui e Aqui.

** Shimeji eu não descobri o que significa.