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Experiências gastronômicas

Uma das coisas que ocupam nosso tempo de maneira mais produtiva é a arte culinária.
Estou bem longe de dominar a parada, mas cada tentativa é um passinho rumo à essa conquista… E hoje em dia, com o advento da internet, nem é tão difícil assim aprender a fazer as coisas.
Estou no fim das férias, e hoje tive que comprar alguma coisa pra renovar o estoque na geladeira. Tudo começou com um vinho velho que estava há 10 dias na geladeira. Fui procurar como dar um fim nele. Achei receita de frango com vinho.
Aí me deu vontade de comer cogumelo. E tabule.
Não sei exatamente como se deu o processo. Só sei que na minha peregrinação de compras vespertina, consegui comprar todos os ingredientes necessários.
Mas acabei preparando shimeji e tabule. O vinho continua lá na geladeira, rs.
Amanhã eu resolvo.

Compartilho com você a receitinha dessas delicinhas:

970380_528037330659530_4533121666212716844_nTABULE*

  • 2 tomates – picadinhos
  • Alface – para por no fundo do prato
  • Hortelã – um galho
  • Salsinha – o pacote todo
  • Trigo para quibe – usei umas 2 xícaras, acho que foi meio muito. Basta colocar água até cobrir quase tudo e esperar. Ele incha e fica macio após uns 30 minutos.
  • 1 cebola picada
  • Sal
  • Azeite
  • Limão

aqui é só misturar a salsinha, tomate, trigo, cebola.

Depois, acrescentar o sal, o limão e o azeite e despejar tudo em cima do prato ou bandeja forrada com alface.

Rendimento – 2 pessoas

*Tabule significa “Condimento” em árabe.

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10351151_528037310659532_5365729665670142736_nSHIMEJI** COM ALHO PORÓ

  • 200g de shimeji preto (comprei uma bandejinha) – ele tem que ser destacado da base, lavado e escorrido.
  • 1 talo de alho-poró
  • 25g de manteiga (coloquei a manteiga sem sal, pois esse prato acaba ficando muito salgado)
  • meio copo americano de molho shoyu (pela quantidade, pode ser até menos)
  • Não tinha saquê, então coloquei meia xícara de álcool. Ui. rs.
  • Tempero com Alho (meia colher)
  • Alho picadinho
  • Salsinha
  • 1/2 colher de sopa de açúcar 
Aquecer uma panela e em seguida colocar a manteiga. Quando tudo derreter, colocar o shimeji, o açúcar, o álcool (era pra ser o saquê) e o tempero. O Shimeji vai começar a cozinhar e soltar água, em menos de cinco minutos você perceberá que ele diminuiu e está macio. Reservar esse caldo que saiu do shimeji e acrescentar o molho shoyu e o alho-poró.
Deixar por 1 minuto em fogo baixo, retirar o produto da panela e botar em um prato. Regar o shimeji e o alho com o caldo reservado e jogar também a salsinha, ou uma cebolinha por cima.
 
Rendimento: 1 pessoa. Não sobrou nadinha.

Inspiração: Aqui e Aqui.

** Shimeji eu não descobri o que significa.

 

Ligando os pontos: MSF, a odisseia

Desde que descobri sobre a Exposição Campo de Refugiados do Médicos Sem Fronteiras aqui em Belo Horizonte, me propus a visitar… e a partir daí aquela busquinha básica no Google Maps pra saber como chegar lá sem um carro.

Pra chegar é o 64, só que não.
Pra chegar é o 64, só que não.

O primeiro desafio foi descobrir onde fica o Parque Ecológico da Pampulha... Umas 2 horas depois de muito analisar o Google Maps e o app Ônibus BH, estabeleci minha rota utilizando os ônibus SC04 e 64, e em qual ponto deveria descer…

Quando peguei o segundo ônibus(64), não foi pequena a surpresa quando a cobradora me informou que o ônibus não tinha um ponto próximo ao Parque, somente no Mineirão. Mas sempre existe uma pessoa no lugar certo nessas horas, e foi graças a Janaína, que estava do meu lado durante o trajeto, que mudei de última hora a estratégia… Descer do 64 e pegar o 3302 no ponto do Shopping Del Rey. Logo logo o ônibus passou, e viva! Desci bem ali.. não sabia onde estava, nem como chegar ao parque.. Vi ao longe uma plaquinha “Portaria 2 – Parque Ecológico da Pampulha”. Vixx…. Portaria 2? Aposto que eu deveria entrar na Portaria 1, pensei.

Caminhei até o porteiro, e perguntei “Acho que estou na portaria errada, estou procurando a exposição do Médicos Sem Fronteiras”. Para o meu alívio, ele disse “Não, é aqui mesmo, pode entrar por aqui!”

Ufa, cheguei! E mais do que isso, faltavam apenas 15 minutos para o término da exposição, não obstante, fui super bem atendida pelos expositores, que tiveram toda a paciência para me dar uma explicação VIP sobre o Campo de Refugiados. Além de ser bastante realista, a explicação foi também instrutiva. Descobri que existe teste rápido para malária assim como o de HIV aqui no Brasil, aprendi sobre a questão sanitária dos acampamentos, a rotina dos profissionais, e a importância de todas as pessoas que realizam doações regulares ao MSF. Os doadores privados correspondes a 80% de toda a verba arrecadada por MSF.

 

Yupi!
Estande com as fotos dos refugiados.

De quebra, no final da visita, ainda não precisei de passar por toda a odisseia na volta para casa, ganhei uma caroninha básica até pertinho do meu bairro! Obrigada Alexandre pela carona, e a Mariana, Michel, Socorro e os demais, que não perguntei o nome! Vocês contribuíram para me motivar ainda mais a perseguir o meu ideal de um dia também fazer parte dessa equipe! Parabéns pelo maravilhoso trabalho que fazem, apesar de todas as privações e dificuldades diárias.

Caroninha básica!
Caroninha básica!

Quem ainda não visitou a exposição, ainda dá, hein? Fica em BH até dia 4 de maio.

Equipe MSF
Até a próxima!